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ANTIGAS ORDENS INICIATICAS |
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SOBRE O MEDO
Autor: Ney Dantas
email: ney.dantas@gmail.com
O Autor é Arquiteto
http://www.joselaerciodoegito.com.br/site_artigo27a.htm
O que é o medo? Uma criança quase não tem medo algum. Nós somos ensinados a ter medo desde que assumimos a materialidade: medo de nascer, medo de viver, medo de morrer e principalmente, medo de SER.
O medo é uma criação da mente aprisionada na materialidade, talvez sua maior manifestação esteja no TER. O TER é uma prisão de muros que se multiplicam como reflexos entre espelhos paralelos até a infinidade. O ser fragmentado identifica-se com outros fragmentos materiais afastando-se cada vez mais do SER que é. Entendo agora a alegoria de Castaneda sobre os seres inorgânicos e seus perigos. O mundo dos inorgânicos, das tentações, o inferno nada mais é que o mundo do TER.
Não que eu esteja fazendo uma apologia do não ter, não é disso que se trata. Um velho ditado índio diz que ele só deve ter o que ele pode carregar consigo. Que sabedoria existe aí? Primeiramente o da conservação de energia, uma vez que quanto menos coisas a carregar (objetos, responsabilidades, papéis, etc.) menos esforço desperdiçado com inutilidades. Pensemos quantas coisas foram desejadas e conquistadas/compradas com o maior esforço para em seguida perderem rapidamente o sentido e se tornarem lixo sem significado algum. Em segundo a possibilidade da concentração nos aspectos que são realmente importantes na nossa vida materializada (note a diferença para vida material).
  
Lembremos que a materialidade é apenas um estagio no nosso caminho, uma roupa de mergulho que colocamos para poder explorar as profundezas do oceano. Nosso ar é limitado e devemos nos concentrar em explorar ao máximo nossas possibilidades em vez de parar no primeiro recife de coral cheio de peixinhos coloridos. Finalmente a primazia do explorar sobre a de acumular nos permite uma relação muito menos destrutiva com os outros seres que nos rodeiam. O acúmulo material do homem que destrói tudo ao seu redor para construção de objetos de prazer só tem trazido danos e desequilíbrios ao planeta em que vivemos. Nossos carros, nossas casas, nossa comida é produzida sobre uma lógica de desperdício, poluição e devastação.
O verdadeiro índio como a criança pequena não tem medo. O primeiro porque entende e respeita as leis da materialidade, a criança porque ainda não levantou em volta de si o labirinto dos adultos. Quando o Tao prega a fluição ele está falando deste processo de harmonização com a materialidade. Compreendamos, pois este esta armadilha ilusória que é o TER e sigamos em frente no nosso breve mergulho, pois muitos outros recifes ainda estão por vir. Deixemos no leito do oceano as belas conchas e pérolas que só acrescentam peso e volume à nossa jornada.
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